Pular para o conteúdo principal

oconselhodofuturo.com.br

← Artigos

Sêneca, “Sobre a vida feliz”: a regra de não depender do dinheiro que ele mesmo não cumpriu

Sêneca, “Sobre a vida feliz”: a regra de não depender do dinheiro que ele mesmo não cumpriu

O homem que escreveu “nada, Lucílio, é nosso, exceto o tempo” e transformou a ideia de não depender de dinheiro em um método prático foi, ao mesmo tempo, um dos maiores credores do Império Romano. Lúcio Aneu Sêneca, filósofo estoico e tutor do imperador Nero, deixou tratados que até hoje sustentam boa parte do que se ensina sobre gestão de risco pessoal. Deixou também uma biografia que contradiz quase tudo o que escreveu. As duas coisas juntas é que tornam o caso interessante.

Em 62 depois de Cristo, ele pediu audiência com o imperador e ofereceu devolver tudo: os jardins, as propriedades, o dinheiro. Nero agradeceu, elogiou muito e disse não. O que estava em jogo não era patrimônio. Era a vida.

O contexto de 62: por que devolver a fortuna virou questão de sobrevivência

Roma acabava de perder Burro, comandante da guarda pretoriana que dividia com Sêneca o controle informal do governo. No lugar de um chefe, Nero nomeou dois, e um deles, Tigelino, passou a ocupar a cabeça do imperador. Do outro lado da sala havia acusadores dizendo que aquele conselheiro tinha riqueza acima dos limites de uma fortuna privada, que as vilas dele eram mais bonitas que as do príncipe e que ele debochava da voz de Nero quando cantava.

Continue lendo gratuitamente

Cadastre seu e-mail e acesse este e todos os artigos do Conselho do Futuro.

Sem spam. Cancele quando quiser.
Comunidade gratuita
Politica de PrivacidadeTermos de UsoContato
O Conselho do Futuro